Reunião Ordinária

Câmara de Campinas discute briga no camelô e incêndio criminoso em abrigo de animais

Na 55ª Reunião Ordinária, vereadores tratam de conflito entre camelôs e apoiadores de candidatos e de incêndio criminoso contra abrigo com mais de 100 animais.

Reunião Ordinária · 2026-09-30

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A Câmara Municipal de Campinas realizou nesta terça-feira a quinquagésima quinta reunião ordinária do ano, com oito itens na pauta e a presença confirmada de 11 vereadores. Após a leitura do expediente, que incluiu 50 indicações ao Executivo, dez requerimentos e cinco projetos, a sessão seguiu para o pequeno expediente, momento em que dois assuntos de forte repercussão dominaram os discursos.

O primeiro a usar a tribuna foi o vereador Carlinhos Camelot, que veio a público esclarecer um episódio de confusão registrado no fim de semana no centro da cidade, envolvendo camelôs e pessoas que acompanhavam candidatos em caminhada pela região. Segundo o vereador, um dos ambulantes foi agredido ao pedir respeito ao espaço de trabalho dos microempreendedores, o que levou outros camelôs a se unirem e expulsarem o grupo do local. Camelot reforçou que a categoria sempre recebeu bem todos os candidatos que circulam pela área, mas afirmou que não vai tolerar baderna nem depredação das barracas, pedindo respeito mútuo entre quem faz campanha e quem trabalha no comércio popular do centro.

Na sequência, no tempo de liderança do PSB, o vereador Permínio Monteiro relatou um caso muito mais grave: um incêndio classificado por ele como tentativa de assassinato contra Lisandra, mulher que há sete anos cuida de mais de 100 animais em um abrigo improvisado no Distrito Industrial. De acordo com o vereador, o fogo destruiu parte do local e matou diversos cães, gatos, um porco e um cavalo, além de queimar toda a documentação da cuidadora. Ele contou que Lisandra já vinha recebendo ameaças havia meses, ligadas a um suposto interesse de especulação imobiliária sobre o terreno, classificado como massa falida, e que se feriu no joelho e no tornozelo ao tentar abrir os cercados para salvar os animais durante o incêndio.

Permínio Monteiro informou que o caso já está sendo investigado pela Delegacia de Proteção e Defesa dos Direitos Animais, sob responsabilidade do delegado Marcel Ferreira, que ouviu o depoimento de Lisandra e já tem suspeitos qualificados. O vereador, que preside a comissão de proteção aos direitos animais da Casa, fez um apelo por doações de ração, casinhas, materiais de construção e mão de obra voluntária para a reconstrução do abrigo, e agradeceu publicamente ao vereador Dr. Ianco, que, por ser médico, autorizou o exame de raio-x que identificou as lesões da cuidadora.

Dr. Ianco, por sua vez, parabenizou o colega pela mobilização em defesa de Lisandra e dos animais sobreviventes e se colocou à disposição para novas contribuições, reforçando o papel do Legislativo em casos que envolvem tanto assistência social quanto proteção animal.

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