
Câmara de Campinas debate projeto que muda aposentadoria de servidores municipais
Sessão ordinária da Câmara de Campinas discute projeto de reforma da previdência dos servidores enviado pelo prefeito e presta homenagens a moradores falecidos.
A Câmara Municipal de Campinas realizou nesta terça-feira, 21 de outubro, mais uma reunião ordinária, aberta com 12 vereadores presentes. Antes do início dos trabalhos legislativos, o plenário reservou um minuto de silêncio em memória de três pessoas falecidas recentemente na cidade: o senhor Matos Alen, funcionário assíduo do Seae; o senhor Cláudio Roberto de Oliveira Faria, que trabalhava havia muitos anos na empresa Movida Aluguel de Carros; e a senhora Fumi Hayashi. Os pedidos de homenagem partiram dos vereadores Perminio Monteiro, Ailton e Luiz Eabico, que registraram condolências às famílias enlutadas.
Na sequência, a mesa diretora informou o volume de proposições recebidas pela casa: foram 116 indicações encaminhadas ao Executivo, três correspondências, 17 requerimentos e dez projetos protocolados, além de três comunicados de vereadores lidos no expediente. Não houve, na ocasião, leituras de respostas a proposições já submetidas ao plenário.
O destaque do pequeno expediente ficou por conta das falas da vereadora Guida Calixto, do PT, e da vereadora Fernanda Souto, que concentraram suas críticas em um projeto de lei protocolado pela Prefeitura de Campinas que altera regras de aposentadoria dos servidores municipais. Segundo as parlamentares, a proposta eleva a idade mínima para a aposentadoria, em até sete anos para as mulheres, e exige até 40 anos de contribuição para que o servidor receba o valor integral do benefício. Ambas classificaram a medida como um retrocesso nos direitos previdenciários da categoria e anunciaram que vão se mobilizar contra a aprovação do texto na Câmara.
Guida Calixto também comentou a visita a Campinas do vice-presidente Geraldo Alckmin, ao lado do ex-ministro Fernando Haddad, em atividades de campanha que incluíram entrevista coletiva e um ato político na região central da cidade. Já Fernanda Souto dedicou parte de seu discurso ao caso da menina Ana Clara Gomes Machado, morta em 2021 por um tiro de fuzil disparado por um policial militar, cujo julgamento era previsto para esta data e foi adiado. A vereadora criticou a atuação do senador Flávio Bolsonaro no caso e convocou a população para atos de rua marcados para os dias 24 e 25 de outubro.
A sessão seguiu com a inscrição do vereador Ailton da Farmácia para uso da palavra no pequeno expediente, dando continuidade aos trabalhos da reunião ordinária.
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