Aplauso

Aplauso reúne Clayton Barros e Cris Barea entre tradição e modernidade

Programa Aplauso recebe Clayton Barros, do Cordel do Fogo Encantado, e Cris Barea, da Sassaricando Heré, para falar de novos álbuns solo e de banda.

Aplauso · 2026-09-09

AplausoClayton BarrosCordel do Fogo EncantadoSassaricando HeréCris Bareamúsica brasileira
Ouça a edição na íntegra

O programa Aplauso desta edição, apresentado por Carmen Del Pino, reuniu dois convidados que dialogam com raízes musicais brasileiras a partir de caminhos distintos. De Pernambuco, o cantor e compositor Clayton Barros, um dos fundadores do grupo Cordel do Fogo Encantado, apresentou seu primeiro álbum solo, Primitivo Atemporal. De Brasília, o cantor e compositor Cris Barea falou sobre Pra Ninar o Fim do Mundo, segundo disco da banda Sassaricando Heré, lançado seis anos após o álbum de estreia, O Cabeça Sem Tampa.

Clayton Barros explicou que Primitivo Atemporal é seu primeiro trabalho assinado com o próprio nome, depois da experiência com a banda Os Sertões, criada durante uma pausa do Cordel do Fogo Encantado em 2010. Segundo o artista, o disco trata da relação do personagem sertanejo com seu habitat, a natureza e os avanços tecnológicos que foram surgindo ao longo do tempo, do vinil ao digital. Ele destacou que o sertão retratado no álbum não é congelado no passado, mas está em constante adaptação, tal como mostra a capa do disco, com um vaqueiro encourado usando uma motocicleta para tanger o gado. Na conversa, Clayton também comentou a sonoridade do violão, presente desde a adolescência, e as parcerias que resultaram em faixas como Ancestral, com Jéssica Caetano, Primitivo Atemporal, com Benegão, Rio de Janeiro Mochotó, com Andrés Aar, e Serena, com Flyra Ferro.

O músico ainda relembrou as origens do Cordel do Fogo Encantado, formado em 1997 na cidade de Arcoverde, sertão pernambucano. Ele descreveu Arcoverde como um entroncamento cultural, ponto de passagem de viajantes e mascates que trouxe influências diversas, como as famílias de pífano, o Reisado das Caraíbas e o Samba de Coco, além de nomes como Tonino, Noel Lira e João Silva. Para Clayton, essa pluralidade de heranças germinou as ideias que deram origem ao espetáculo que se tornou a banda.

Já Cris Barea apresentou o segundo álbum da Sassaricando Heré, Pra Ninar o Fim do Mundo, descrito por ele como fruto de um processo mais artesanal e coletivo do que o primeiro disco. O cantor citou a participação de Dilla e JP Mansur no arranjo e na pré-produção, e de Samuel Mota na produção musical, além de colaborações de convidados como Martin, Flyra e Thalys. A entrevista trouxe ainda a execução da faixa Rasteira de Giboia, com participação de Alain Abacati, e a apresentação da formação da banda, que reúne Alain Abacati no violão, Guy Campos na guitarra, Danilson Oliveira no baixo, Fernando Mazone na bateria e Hélio Devadatta na percussão.

Músicas e artistas citados
AncestralPrimitivo AtemporalRio de Janeiro MochotóSerenaRasteira de Giboia
Outras edições de Aplauso