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Vanessa Moreno lança álbum dedicado a Djavan nos 50 anos de carreira do cantor

No Aplauso, Vanessa Moreno fala sobre o álbum Vanessa Moreno Visita Djavan, lançado durante a turnê de 50 anos do compositor alagoano.

Aplauso · 2026-09-23

DjavanVanessa MorenoMPBAplausomúsica brasileiraRádio Câmara Campinas
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O programa Aplauso desta semana recebeu a cantora e compositora Vanessa Moreno para uma conversa sobre o álbum Vanessa Moreno Visita Djavan, lançamento que chega em um momento simbólico: Djavan completa 50 anos de carreira, está em turnê comemorativa e relançou recentemente o disco A Voz, o Violão, a Música de Djavan, de 1976.

Vanessa contou que o projeto nasceu no ano anterior, quando conheceu dois músicos e sentiu vontade de reuni-los para um show. O que era para ser uma apresentação avulsa deu tão certo que virou disco a pedido do público. Para chegar ao repertório final, ela partiu de quase 100 músicas de Djavan, reduziu para 17 faixas nos shows e depois fechou em nove canções para o álbum. O resultado é um trio formado por voz, percussão e guitarra, formato minimalista em número de músicos, mas que mistura elementos de rock, pop, MPB e improvisação de jazz.

Entre as faixas comentadas no programa estão Lilás, de 1984, e Aquele Um, parceria de Djavan com Aldir Blanc lançada em 1979, na qual Vanessa usa percussão vocal com influências de João Bosco e Filó Machado. Já Cigano, de 1989, ganhou uma roupagem mais rock and roll a partir de efeitos trazidos pelo guitarrista Tarsízio, inclusive com a voz simulando um solo de guitarra. Milagreiro, canção de 2001 originalmente gravada por Djavan com Cássia Eller e marcada pelo flamenco, foi reinterpretada em uma atmosfera que a cantora descreve como cigano rock and roll. O álbum traz ainda Sim ou Não, do disco Alumbramento, de 1979.

A conversa também passou pela recepção crítica da obra de Djavan, especialmente em relação a Açaí, canção citada por um crítico musical como exemplo de letra sem sentido. Vanessa discorda dessa leitura e defende que o compositor brinca com o som das palavras para criar atmosferas, sem entregar um significado fechado, o que permite que cada ouvinte construa sua própria interpretação ao longo do tempo.

Vanessa encerrou a entrevista falando sobre a maneira particular como Djavan trata o amor em suas canções, indo além do romantismo para abordar também a ilusão desse sentimento, o afeto e o desafeto. Ela destacou o trabalho de arranjo feito ao lado dos músicos Tarsízio e Felipe e a direção musical de Fih Marostika, responsável por ajudar a lapidar o resultado final do disco.

Músicas e artistas citados
LilásAquele UmCiganoMilagreiroSim ou NãoAçaí
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