
Richard Marks, ícone do pop dos anos 80, estreia no jazz com álbum After Hours
Astro do pop rock dos anos 80, Richard Marks lança o álbum de jazz After Hours, gravado ao vivo com orquestra e participações de Rod Stewart e Kenny G.
O cantor, compositor e arranjador norte-americano Richard Marks foi o convidado de honra do programa Esquina do Jazz desta semana, na Rádio Câmara. Ícone do pop rock dos anos 80, ele emplacou sucessos na Billboard e também nas paradas brasileiras, caso da canção escrita em 1984 e gravada por Kim Carnes, James Ingram e Kenny Rogers, que virou tema de novela por aqui. Em 1989, foi a vez de Right Here Waiting, faixa do álbum Repeat a Thunder que embalou a personagem Duda, vivida por Malu Mader, na novela Top Model.
Mais de 40 anos depois de iniciar a carreira, Richard Marks decidiu se aventurar por um território novo, o jazz. Em janeiro de 2026 lançou o álbum After Hours, com 13 faixas entre 7 standards do gênero e 6 composições autorais, algumas inéditas e outras releituras. O disco foi gravado ao vivo, em três dias, no Evergreen Studios, em Burbank, na Califórnia, com uma orquestra de 24 músicos entre cordas, madeiras e metais, sob regência do maestro Rob Eklund, responsável pelos arranjos ao lado do próprio cantor e de Lucas Marks, filho do artista.
O trabalho reúne ainda participações especiais. O cantor Rod Stewart divide os vocais com Richard Marks em Young at Heart, clássico imortalizado por Frank Sinatra. Já o saxofonista Kenny G aparece em Big Band Boogie, faixa autoral que resgata o estilo boogie woogie das décadas de 1930 e 1940. O trompetista Chris Boddy assina o solo de All I Ever Needed, uma das composições de Marks presentes no álbum. A banda de apoio reúne o pianista Randy Waldman, o baixista Carlitos del Puerto, o baterista Vinnie Colayuta e o guitarrista Dim Parks.
Entre os destaques executados no programa estão os standards Love Is Here to Stay, de George Gershwin, The Way You Look Tonight, associada a Fred Astaire, Moonlight Serenade, de Glenn Miller, Summer Wind e o clássico Fly Me to the Moon, que fecha o disco em versão mais lenta e sentimental. Segundo a apresentação do Esquina do Jazz, After Hours não é o registro de um jazzista nato, mas de um artista sem barreiras de estilo, com um resultado bem cuidado e um timbre vocal descrito como mais aveludado do que na época do pop.
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