Estúdio Câmara

Perfeccionismo ou controle? Especialistas debatem no Estúdio Câmara

Psicóloga e neuropsicopedagoga discutem no Estúdio Câmara os limites entre busca por excelência e rigidez comportamental no dia a dia.

Estúdio Câmara · 2026-10-15

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Na manhã desta quinta-feira, 15 de outubro, Dia do Professor, o Estúdio Câmara foi ao ar com um tema que atravessa relações familiares, afetivas e profissionais: a linha tênue entre o capricho saudável e a necessidade excessiva de controle. A provocação central da edição partiu de uma frase comum no cotidiano, 'se não for do meu jeito, não está bom', usada como ponto de partida para investigar o que de fato está por trás da rigidez comportamental.

Para aprofundar a discussão, o programa recebeu no estúdio a neuropsicopedagoga Andressa Moraes, especialista em psicanálise de educação e orientação familiar, e, por videochamada, o psicólogo clínico Diego Merlin, especialista em abordagem cognitivo-comportamental e mestrando pela Universidade de São Francisco. Os dois convidados ajudaram a diferenciar o que é busca legítima por excelência daquilo que já configura inflexibilidade cognitiva, e como identificar esse padrão em situações simples, como a divisão de tarefas domésticas ou de trabalho.

Entre os pontos levantados, os especialistas destacaram que o problema não está em ter padrões elevados, mas em exigir que todos sigam exatamente o mesmo método, mesmo quando o objetivo final é alcançado de formas diferentes. Diego Merlin explicou que, por trás dessa rigidez, podem existir medo da crítica, insegurança disfarçada de controle ou dificuldade de aceitar o ritmo do outro. Já Andressa Moraes alertou que a cultura costuma elogiar o perfeccionismo, mas que esse comportamento tem um custo invisível, já que o excesso de controle pode gerar sofrimento tanto para quem o pratica quanto para quem convive ao redor.

A edição também trouxe informações úteis para quem mora em Campinas. A Prefeitura promove, no próximo dia 19 de outubro, uma palestra gratuita sobre mudanças hormonais após os 40 anos e seus impactos na saúde íntima da mulher, conduzida pela médica Iramis Maria Camejo Solano e pela terapeuta Patrícia Toco, no Salão Vermelho do Paço Municipal. Outro destaque foi o trabalho da Fundação Municipal para Educação Comunitária, a FUMEC, que oferece aulas gratuitas de português para 96 imigrantes e refugiados de 11 nacionalidades, a maioria haitiana, distribuídos em quatro turmas no CEPROCAMP e no Centro Educacional Unificado Taís Fernanda Ribeiro, na Vila Esperança.

O programa ainda reforçou o alerta sobre instabilidade climática, com previsão de pancadas de chuva e possibilidade de temporal ao longo da tarde e da noite, recomendando atenção redobrada no trânsito da cidade. Ao longo da entrevista, os ouvintes foram convidados a compartilhar suas próprias experiências com pessoas rígidas ou centralizadoras, reforçando o caráter interativo do Estúdio Câmara.

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