
Estúdio Câmara discute os limites da empatia e o peso de sofrer a dor do outro
Psicólogas e psiquiatra debatem no Estúdio Câmara como acolher quem sofre sem abandonar a própria saúde emocional.
A edição do Estúdio Câmara desta quinta-feira, 22 de outubro, levou ao ar da Rádio Câmara Campinas um debate sobre um tema que atravessa quase todas as relações afetivas: o que acontece quando a dor de alguém que amamos passa a ocupar um espaço tão grande na nossa vida que perdemos de vista as próprias necessidades. A apresentadora abriu o programa provocando o público a refletir sobre momentos em que a preocupação com o sofrimento de outra pessoa se tornou maior do que o próprio cuidado consigo mesmo, convidando os ouvintes a enviar relatos e dúvidas pelo WhatsApp do programa.
Para conduzir a conversa, participaram três especialistas. A psicóloga clínica organizacional Josiane Esteves explicou a diferença entre empatia e compaixão: enquanto a empatia envolve compreender e validar o que o outro sente, sem necessariamente agir para resolver o problema, a compaixão caminha para o campo da ação. Segundo ela, é possível acolher e validar os sentimentos de alguém sem anular a própria dor, oferecendo presença e ferramentas em vez de assumir a responsabilidade total pela solução do problema do outro.
Já a psiquiatra e psicanalista Andrea Morelli trouxe uma leitura sobre as origens psíquicas desse comportamento, lembrando que a capacidade de entender o sofrimento do outro nasce ainda na infância, quando todo ser humano depende de alguém que tente compreendê-lo mesmo sem conseguir se expressar. Para ela, essa identificação é a base da sobrevivência psíquica, mas precisa ser diferenciada de uma espécie de vaidade pessoal, aquela sensação de que somos capazes de entender o outro em profundidade e de que temos sempre algo relevante a oferecer, mesmo quando isso não é verdade.
A psicóloga Nicole Cori, que atua com adolescentes e adultos e participou da conversa por videochamada, foi convidada a ampliar a discussão com um olhar sobre o reconhecimento dos padrões emocionais e formas práticas de lidar com essas situações no dia a dia, dando sequência a um bate-papo que prometia reunir reflexões teóricas e orientações aplicáveis à rotina de quem convive com o sofrimento de pessoas próximas.
Antes de retomar o tema central, o programa também passou por informações úteis à cidade, como a reunião da Comissão de Meio Ambiente da Câmara de Campinas sobre a preparação para as chuvas de verão e os efeitos do El Niño, e as ações gratuitas do Outubro Rosa realizadas pelo Centro de Saúde Bassoli, reforçando o papel do Estúdio Câmara como espaço de debate social aliado à prestação de serviço à comunidade.
Estúdio Câmara recebe especialistas para debater as linguagens do amor
Psicólogas e educadora parental explicam como diferentes formas de demonstrar afeto podem gerar desentendiment
2026-10-21Estúdio Câmara discute como presentes podem mascarar a falta de presença dos pais
Psicóloga e pedagoga debatem no Estúdio Câmara os limites entre presentear e demonstrar afeto às crianças, e a
2026-10-20Estúdio Câmara explica como pets sentem emoções e vínculos com tutores
Veterinária comportamental Camila Voloch fala ao Estúdio Câmara sobre emoções de cães e gatos, sinais de apego
2026-10-19Estúdio Câmara debate como lidar com a frase 'você não é todo mundo' na criação dos filhos
Psicólogas e psicopedagoga discutem no Estúdio Câmara como pais podem estabelecer limites sem ignorar os senti
2026-10-16Estúdio Câmara leva Chega de Saudade e clássico do rock à manhã na Rádio Câmara Campinas
Edição do Estúdio Câmara na Rádio Câmara Campinas combina bossa nova, MPB e o clássico Every Breath You Take e
2026-10-15Perfeccionismo ou controle? Especialistas debatem no Estúdio Câmara
Psicóloga e neuropsicopedagoga discutem no Estúdio Câmara os limites entre busca por excelência e rigidez comp
