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Estúdio Câmara discute como presentes podem mascarar a falta de presença dos pais

Psicóloga e pedagoga debatem no Estúdio Câmara os limites entre presentear e demonstrar afeto às crianças, e a Câmara de Campinas analisa 29 projetos.

Estúdio Câmara · 2026-10-21

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A edição do Estúdio Câmara desta quarta-feira, 21 de outubro, levou ao ar um tema que atravessa o cotidiano de muitas famílias: a diferença entre presentear e estar presente na vida das crianças. O programa recebeu a psicóloga Júlia Nogueira, formada pela PUC Campinas e especializada em comunicação não violenta, e a pedagoga e psicopedagoga Evelyn Magre, que participou por videochamada e trouxe sua experiência em inclusão escolar e análise do comportamento aplicada.

A conversa partiu de situações comuns no ambiente familiar, como a frase de uma criança dizendo que nunca ganha nada ou que o amigo recebeu um presente e ela não. Segundo Júlia Nogueira, o significado que uma criança atribui a um presente depende diretamente das experiências vividas com pais e cuidadores. Quando o objeto passa a ocupar o lugar da atenção e do afeto, a criança pode aprender a associar amor a ganhar coisas, em vez de reconhecer gestos de escuta e presença como formas igualmente importantes de carinho.

Evelyn Magre complementou o debate explicando o papel do sentimento de pertencimento no desenvolvimento infantil. Para a pedagoga, é natural que crianças queiram ter o que os colegas têm, mas cabe aos adultos orientá-las de que pertencer a um grupo não depende de possuir os mesmos objetos, e sim de ser aceita e amada por quem é. As duas especialistas também discutiram o hábito, comum entre pais que trabalham fora e sentem culpa pela ausência, de levar presentes para compensar o tempo longe dos filhos. Júlia alertou que essa repetição pode transformar o presente em moeda de troca, fazendo a criança associar a saída dos pais para o trabalho a uma recompensa material, em vez de compreender a rotina familiar e a necessidade financeira que a sustenta.

Durante a atração, o programa também atualizou a agenda legislativa do dia na Câmara de Campinas. Às 15h, a Comissão de Constituição e Legalidade analisa pareceres de 23 projetos, entre eles a proposta de criação do conceito de cidade esponja, voltada à absorção da água da chuva e ao combate a enchentes, apresentada pelo ex-vereador Paulo Búfalo e com parecer favorável do vereador Roberto Alves. No mesmo horário, a Comissão de Administração Pública avalia seis projetos, com destaque para uma proposta do vereador Luiz Yabico que prevê agendamento com hora marcada para visitas técnicas de empresas de telefonia, internet e TV por assinatura, com parecer favorável do vereador Gustavo Peta. Ambas as reuniões são abertas ao público e transmitidas pela TV Câmara Campinas.

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