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Estúdio Câmara debate diferença entre timidez e fobia social

Psiquiatra e psicoterapeuta explicam no Estúdio Câmara quando a timidez se transforma em transtorno de ansiedade social e como buscar ajuda.

Estúdio Câmara · 2026-11-05

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O Estúdio Câmara desta quinta-feira, dia 5 de novembro, recebeu dois convidados para discutir um tema que atinge o cotidiano de muita gente, mas raramente é compreendido com profundidade: a fobia social, também chamada de transtorno de ansiedade social. A psicoterapeuta transpessoal Bianca Giannini, especialista em desenvolvimento humano com sete anos de atuação voltada a comportamento e relações humanas, e o médico psiquiatra Felipe Diniz, mestre em saúde coletiva pela Universidade do Rio de Janeiro, participaram do programa para explicar os limites entre a timidez comum e um quadro que pode comprometer o trabalho, os relacionamentos e as escolhas de vida de uma pessoa.

Durante a entrevista, o Dr. Felipe Diniz destacou que fobia significa medo e que a ansiedade é uma consequência natural desse medo, presente em praticamente todos os transtornos ansiosos. Segundo ele, o medo é um mecanismo essencial de sobrevivência, ligado à resposta de luta ou fuga, e a capacidade de conviver em sociedade foi uma das grandes conquistas evolutivas da espécie humana. É justamente nesse processo de socialização que a vergonha e, depois, a timidez surgem de forma natural, principalmente durante a infância, quando a criança ainda está aprendendo a avaliar situações até se sentir segura.

O psiquiatra explicou ainda que a timidez pode permanecer como um traço de personalidade ao longo da vida ou ser superada com o treino de habilidades sociais. O problema começa quando esse desconforto ultrapassa o que é esperado para a idade e a situação, surgindo sintomas físicos como palpitações e uma ansiedade antecipatória que faz a pessoa evitar compromissos, festas, consultas médicas ou até oportunidades de trabalho só para não precisar interagir com outras pessoas. Nesse ponto, segundo ele, o quadro deixa de ser um comportamento pontual e passa a limitar de forma concreta a vida de quem sofre.

A apresentação do programa também citou dados do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, que apontam o início do transtorno de ansiedade social geralmente ainda na infância ou na adolescência, podendo se manifestar em situações simples do dia a dia, como falar em público, conhecer pessoas novas ou até comer e beber na frente de outras pessoas. A proposta do Estúdio Câmara foi justamente mostrar que esse sofrimento vai muito além de uma exposição pontual, alcançando rotinas comuns que passam despercebidas por quem está de fora.

Ao longo da edição, a produção também reforçou outras informações de utilidade pública, como a campanha Natal Sem Fome, que neste ano inclui a ação Panetone Solidário, a audiência pública da Câmara Municipal de Campinas sobre o orçamento de 2027, marcada para a sexta-feira, dia 6, e a previsão de uma frente fria trazendo chuva e variação de temperatura na região.

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