
TSE lança Pardal para fiscalizar propaganda eleitoral irregular em 2026
Feijoada Completa detalha o app Pardal do TSE, o voto dos idosos, o isolamento político dos jovens e exposição na Câmara.
A edição do Feijoada Completa de 18 de setembro de 2026, apresentada por Edson Júnior, abriu o programa tratando do aplicativo Pardal, ferramenta oficial da Justiça Eleitoral que transforma o cidadão em fiscal da propaganda eleitoral direto pelo celular. Disponível gratuitamente desde 16 de agosto de 2026 e regulamentado pela portaria TSE número 451 de 2026, o app exige identificação por e-título ou conta gov.br, mas garante sigilo ao denunciante. A comentarista Val Monteiro explicou que é possível enviar fotos, vídeos, áudios e links sobre irregularidades como propaganda em vias públicas, uso indevido de carros de som e minitrios, panfletagem fora das normas e excesso de propaganda na internet.
Segundo os dados apresentados no programa, em apenas cinco dias de agosto as denúncias em todo o país saltaram de pouco mais de mil para 3.468 registros, com predominância de queixas contra candidaturas a deputado estadual e federal. As irregularidades em vias públicas lideram o ranking, seguidas por infrações na internet, e São Paulo é o estado com mais notificações, à frente de Bahia, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná. O ministro Admar Gonzaga, que integrou o TSE entre 2003 e 2019, avaliou que o Pardal, criado originalmente pelo TRE do Espírito Santo em 2012, aproxima o eleitor da fiscalização democrática, mas alertou para o risco de denúncias feitas de má fé em meio à polarização política, citando um caso em Itajaí, Santa Catarina, que teve de apurar.
No quadro Vida Longa, com Cláudio Ferreira, o programa discutiu a participação dos eleitores idosos no pleito, lembrando que o voto é obrigatório entre 60 e 70 anos e passa a ser facultativo a partir dessa idade, além dos desafios de acesso aos locais de votação para essa faixa etária.
O terceiro bloco aproveitou o encerramento do Congresso de Comunicação Pública na Câmara dos Deputados para entrevistar a pesquisadora Catarina Valle, autora do livro Curadoria do Eu, lançado no evento, que aborda o isolamento dos jovens e as perdas relacionadas ao afastamento da participação política e do envolvimento com questões coletivas. Já o quadro Casa das Palavras, com Beto Seabra, recebeu o escritor Dioclésio Luz para falar sobre seu livro Flagello Atômico, que trata da exploração e da guerra em torno da indústria nuclear.
Encerrando a edição, o caldo cultural trouxe uma conversa com o artista plástico Gabriel Duran sobre sua exposição em cartaz na Câmara dos Deputados. O programa também celebrou os 76 anos da televisão brasileira, data de 18 de setembro, com uma trilha sonora que passou por Titãs e Paralamas do Sucesso.
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