MÃOS SOLIDÁRIAS

Associação apoia 750 ostomizados atendidos pelo SUS em Campinas

Mãos Solidárias visita associação que há 37 anos atende ostomizados em Campinas, oferecendo material, consultas e apoio.

MÃOS SOLIDÁRIAS · 2026-10-10

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O programa Mãos Solidárias desta semana foi gravado na sede da Associação dos Ostomizados de Campinas e Região, no bairro Botafogo, próximo ao centro de Campinas. A entrevista reuniu a enfermeira estomaterapeuta Ivanil Lima, voluntária da associação há 32 anos, e o presidente da entidade, Reginaldo Pereira.

Segundo Ivanil, a associação atende cerca de 750 pacientes ostomizados pelo SUS somente em Campinas, além de usuários de convênios particulares. Somando toda a região, que abrange cerca de 41 municípios, a entidade estima uma média de 2 mil pacientes ostomizados, dos quais aproximadamente 350 estão cadastrados na sede, buscando material ou participando das atividades.

A história da associação começou há 37 anos, com reuniões na Policlínica Campo Sales. Depois, por falta de espaço, o grupo passou a usar um local emprestado por uma igreja na região da Lusitana e, mais tarde, um espaço cedido pela prefeitura na Estação Cultura. A sede própria, onde funciona hoje com estoque de materiais, consultório e espaço para o artesanato produzido pelos pacientes, foi construída com doações arrecadadas ao longo dos anos.

Ivanil explica que os atendimentos ocorrem às segundas e quintas-feiras, das 13h às 16h, incluindo consultas agendadas e entrega de material sem necessidade de agendamento. Ela destaca que muitos pacientes chegam à associação não apenas em busca de equipamentos, mas também de apoio emocional e orientação, já que o diagnóstico costuma gerar isolamento social e receio de vazamentos ou odores. A enfermeira cita ainda a Portaria 400, que garante ao ostomizado o direito ao material ao qual se adaptou, nem sempre respeitado pela rede pública, o que faz com que muitos recorram às doações recebidas pela entidade.

Já Reginaldo Pereira contou sua trajetória como ostomizado desde 2019 e como conheceu a associação por indicação de uma enfermeira da Policlínica 3. À frente da presidência há cerca de oito meses, sendo apenas o quarto presidente em mais de 30 anos de história da entidade, ele afirma que a associação ampliou sua visão sobre a vida após a ostomia, mostrando que atividades como nadar em piscinas ou entrar no mar são possíveis com o uso do equipamento adequado.

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