
Shopping Popular de Campinas: projeto é refeito após indeferimento
Sindicato dos Empreendedores Individuais de Campinas explica, no Questão de Ordem, por que o projeto do Shopping Popular foi indeferido e como a obra segue em andamento.
O programa Questão de Ordem desta edição tratou da construção do Shopping Popular de Campinas, projeto esperado há anos pela categoria dos ambulantes e que promete oferecer melhores condições de trabalho, segurança, conforto e organização. Para falar sobre o atual estágio do empreendimento, participaram o vereador Carlinhos Camilo, vice-presidente do Sindicato dos Empreendedores Individuais de Campinas, Maria José Marsaioli Sales, conhecida como Zezé, presidente da entidade, e Sandro Ricardo Fernandes Medeiros, diretor secretário do sindicato.
Segundo os entrevistados, as discussões começaram por volta de 2019 e 2020, com assembleias que resultaram em um primeiro projeto. Esse desenho inicial, no entanto, foi questionado pelo CONDEPAC, que exigiu respeito às características do local, sem demolição da estrutura existente. A pandemia também travou o processo por quase três anos. Com o tempo, um novo projeto foi aprovado por unanimidade pelo CONDEPAC, em parceria com a empresa responsável pela construção, a Egemon.
O avanço foi novamente interrompido quando o governo do estado definiu que o Trem Intercidades precisaria de um espaço de 4.700 m² dentro do terreno originalmente previsto, de mais de 18 mil m². Essa redução de área tornou o projeto aprovado inviável e obrigou o sindicato a recomeçar do zero, com novos estudos de impacto de vizinhança (EIV) e de trânsito (HIT). Como o projeto anterior não servia mais, a documentação não foi apresentada dentro do prazo legal de cinco meses, e a Prefeitura de Campinas indeferiu o processo. Carlinhos Camilo reforçou que o indeferimento recaiu sobre o projeto, não sobre o Shopping Popular em si, mas a forma como a notícia circulou gerou preocupação entre os ambulantes, que temeram o cancelamento total da obra.
Zezé relatou que a categoria vive um momento difícil, com queda no fluxo de pessoas no centro da cidade e fechamento de lojas, citando o exemplo da Rua 13 de Maio, mas destacou que o sonho do Shopping Popular continua vivo. Sandro Ricardo Fernandes Medeiros afirmou que a maior preocupação do sindicato hoje é a possibilidade de a obra não ser construída, já que o empreendimento representa a principal fonte de renda da categoria. O novo projeto, segundo os dirigentes, está sendo desenhado com uma arquiteta que já atuou no CONDEPAC e busca inspiração nas características da Estação Cultura para facilitar a aprovação.
Os dirigentes também esclareceram que nenhum valor da categoria foi utilizado até agora para custear os projetos, pagos por meio de parceiros, e que o rateio entre os ambulantes só será definido após a aprovação final. Quanto ao Trem Intercidades, Carlinhos Camilo disse que, após reunião com os responsáveis pelo empreendimento ferroviário, a categoria ficou mais tranquila, já que a estação deve parar próxima ao Shopping Popular e pode aumentar o movimento de pessoas na região.
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