CAMPINAS QUE DEU CERTO

Orquestra Sinfônica de Campinas: 97 anos de uma história que deu certo

Criada em 1929, a Orquestra Sinfônica de Campinas foi a primeira de uma cidade não capital no Brasil e é tema do quadro Campinas que Deu Certo.

CAMPINAS QUE DEU CERTO · 2026-10-27

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Com 97 anos de atividade, a Orquestra Sinfônica de Campinas é a protagonista de um novo episódio do quadro Campinas que Deu Certo. Considerada uma das orquestras mais antigas do país ainda em funcionamento, ela carrega uma trajetória que se confunde com a própria história cultural da cidade e já foi reconhecida como patrimônio imaterial, com leis que registram essa importância.

A história oficial começou em 6 de outubro de 1929, com a criação da Associação Sinfônica Campineira, origem do grupo. Campinas se tornou assim a primeira cidade que não é capital a ter uma orquestra no Brasil. Entre o final dos anos 1920 e a década de 1970, a continuidade do projeto se deveu à família de Túlio, com os maestros João e Luiz de Túlio, apontados como fundamentais para manter o grupo unido em seus primeiros anos.

A partir de 1974 e 1975, a chegada do maestro Benito marcou uma transformação importante, com a orquestra passando a sair dos teatros para realizar concertos populares e levar a música sinfônica ao encontro da população. Nessa fase surgiram apresentações no teatro de arena com nomes como Gilberto Gil e Ivan Lins. Esse perfil mais acessível, que une música de concerto e música popular, é descrito como um DNA que a orquestra manteve mesmo após a passagem por outros maestros, incluindo uma nova fase de transformação sob a batuta de outro regente que deu sequência ao trabalho.

Hoje, entrar na orquestra depende de concurso público, já que se trata de um grupo mantido pelo poder público. No último processo seletivo, foram 26 vagas disputadas por 130 candidatos, entre eles um músico que era professor na Irlanda e passou a integrar o grupo em Campinas. Há também casos de longa dedicação, como o do violinista que está na orquestra desde 1984 e participou dos concertos das Diretas Já tanto em Campinas quanto no Vale do Anhangabaú, em São Paulo.

A orquestra também recebe apresentações de fora do eixo central da cidade, como no Santuário de Guadalupe, na Vila Castelo Branco, e tem como próximo compromisso um festival dedicado a Mozart, compositor apontado como um dos mais exigentes tecnicamente para os músicos. No episódio, o maestro Paulo de Paula, fundador e regente da Orquestra Sinfônica de Indaiatuba, participou como convidado de um ensaio e destacou a orquestra de Campinas como referência musical para toda a região. A cidade também é lembrada como terra de Carlos Gomes, compositor de ópera considerado uma referência musical nas Américas, reforçando por que a Orquestra Sinfônica de Campinas é, para quem acompanha o quadro, mais um exemplo de Campinas que deu certo.

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