CAMPINAS QUE DEU CERTO

Unicamp: a história da universidade que transformou Barão Geraldo

Há 60 anos, a pedra fundamental da Unicamp mudou uma região de cafezais em Campinas. Conheça a trajetória contada no Campinas que Deu Certo.

CAMPINAS QUE DEU CERTO · 2026-10-20

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Em 5 de outubro de 1966, o lançamento da pedra fundamental marcou a fundação da Unicamp, a Universidade Estadual de Campinas, em uma área então dominada por plantações de café e cana de açúcar em Barão Geraldo, bairro que leva o nome de um antigo barão do café da região. A instituição nasceu sob a liderança do professor Zeferino Vaz, que defendia a criação de uma universidade pública com forte compromisso em pesquisa de alta performance como base para um ensino mais qualificado, ideia que lhe rendeu o apelido de escola das escolas.

Segundo o reitor, a concepção original de Zeferino Vaz previa áreas do conhecimento conectadas entre si, com institutos dedicados à pesquisa básica e faculdades responsáveis pela aplicação desse conhecimento, estrutura que até hoje aparece representada no logotipo da universidade. Seis décadas depois, a Unicamp reúne cerca de 40 mil pessoas, entre aproximadamente 36 mil estudantes, 2 mil professores e 8 mil funcionários, além de manter unidades em Piracicaba, com a tradicional Faculdade de Odontologia incorporada, em Limeira, com a FCA e um colégio técnico, e o CPQBA em Paulínia.

A área da saúde se tornou uma das interfaces mais visíveis da universidade com a sociedade, com um sistema hospitalar que hoje forma a maior rede de alta complexidade da região, atendendo um raio de influência de aproximadamente 5 milhões de pessoas. O reitor descreve a trajetória da Unicamp em três grandes ondas de transformação: a consolidação como centro de excelência em pesquisa com especialistas brasileiros e internacionais, o fortalecimento de laboratórios e programas de pós-graduação, e a ampliação da inclusão social, que teve um marco pioneiro em 1992 com a criação dos cursos noturnos, além das cotas para estudantes de escola pública e das cotas raciais implantadas em 2017.

Olhando para o futuro, a universidade planeja agora sua quarta onda, com a ampliação de vagas de graduação e pós-graduação, o fortalecimento de práticas de sustentabilidade, a cooperação internacional e a construção de um hub de desenvolvimento sustentável em uma área adquirida entre 2014 e 2015. O projeto, segundo o reitor, será conduzido com responsabilidade financeira para preservar o legado construído. Quando a Unicamp foi criada, Campinas tinha entre 300 e 400 mil habitantes; hoje a cidade ultrapassa 1,2 milhão, crescimento que caminhou junto com a expansão da universidade.

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