
Campinas que Deu Certo: a história da EsPCEx, escola que forma oficiais do Exército
Nascida em 1940 em São Paulo, a EsPCEx se instalou em Campinas em 1958 e se tornou a única porta de entrada para a formação do oficial combatente.
Com arquitetura inspirada no estilo colonial espanhol e arcos amplos que chamam a atenção à primeira vista, a Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) é um dos cartões postais de Campinas. No quadro Campinas que Deu Certo, o coronel Daniel Aguiar recebeu a TV Câmara para contar a trajetória da instituição, que forma há décadas jovens de diferentes regiões do país na carreira militar.
A origem da escola não é em Campinas. Ela nasceu em 1940 em São Paulo, na quadra onde hoje funciona o Hospital Sírio Libanês, como Escola Preparatória de São Paulo. Ao longo do final da década de 1940 e durante a década de 1950, o estado de São Paulo e o Exército firmaram um acordo de doação e construção compartilhada para erguer uma nova sede. A mudança para Campinas aconteceu em 1958, e em 1959 a primeira turma iniciou os trabalhos na então Escola Preparatória de Campinas.
A instituição não era a única do país. Havia escolas irmãs em Fortaleza e em Porto Alegre, mas ambas foram desativadas em 1961, fazendo da unidade de Campinas a única porta de entrada para a formação do oficial combatente. Em 1967 a escola recebeu a denominação que mantém até hoje, Escola Preparatória de Cadetes do Exército, e passou a ser carinhosamente chamada de a escola onde tudo começa.
A estrutura ocupa cerca de 550 mil m², com edificação principal assinada pelo arquiteto Hernani do Val Penteado, salas de aula, laboratórios de química e computação, parque desportivo, serviço de saúde, assistência psicopedagógica e capelania militar. Ali começa o bacharelado em Ciências Militares, de cinco anos, cujo primeiro ano é cumprido em Campinas antes da sequência de quatro anos na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende. O ingresso ocorre por concurso público, para candidatos de 17 a 22 anos, homens e mulheres. A cor rosa da fachada remete à antiga fazenda Chapadão, que ocupava a região nos ciclos do açúcar e do café, quando as edificações eram pintadas com terra vermelha misturada a insumos naturais, dando a tonalidade mantida até hoje.
Em 2007, por votação pela internet, a EsPCEx foi eleita uma das sete maravilhas de Campinas, o que ampliou o número de visitantes. As visitas acontecem de segunda a quinta, das 9h30 às 11h30 e das 14h às 16h, na sexta apenas pela manhã, e nos fins de semana por agendamento prévio por e-mail, reunindo cerca de 100 pessoas por semana. Entre os pontos visitados está o Salão de Honra, batizado Salão Carlos Gomes em homenagem ao maestro campinense, usado no recebimento de autoridades e em despedidas de oficiais, e que exibe um lustre doado pela prefeitura ao final da década de 1960.
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