Estúdio Câmara

Dormir em quartos separados pode fortalecer o casamento, explica psicóloga no Estúdio Câmara

Psicóloga junguiana debate no Estúdio Câmara por que casais que dormem em camas ou quartos separados nem sempre estão em crise.

Estúdio Câmara · 2026-10-13

relacionamentospsicologiasaúde do sonovida a doisCâmara de Campinas
Ouça a edição na íntegra

O Estúdio Câmara desta terça-feira recebeu a psicóloga clínica junguiana Tamara Schiozer, fundadora de um espaço de psicologia e saúde no bairro Itaquaral, para tratar de um tema que ainda causa desconforto em muitas famílias: casais que optam por dormir em camas ou quartos separados. Com quase duas décadas de experiência em psicoterapia, a convidada explicou que essa escolha não é, por si só, sinal de crise no relacionamento, mas pode estar ligada a questões práticas do dia a dia, como ronco, insônia, horários de trabalho diferentes ou simplesmente a necessidade de uma noite de sono mais tranquila.

Durante a conversa, Tamara contou um pouco da história dos hábitos de sono ao longo do tempo, lembrando que camas compartilhadas por diversas pessoas eram comuns na Idade Média e que somente a partir da década de 1960, impulsionado pelo cinema, o costume de casais dividirem a mesma cama se popularizou como símbolo de intimidade. Segundo ela, a configuração dos lares mudou bastante desde então, e hoje é possível encontrar até modelos de beliche para casal, adaptados a espaços cada vez menores nas residências.

A psicóloga destacou que a decisão de dormir separado deve ser avaliada caso a caso. Para casais em que um incomoda o sono do outro, pesquisas indicam maior tendência a conflitos e até separação quando insistem em dividir o mesmo espaço, enquanto dormir em ambientes distintos pode preservar o bem-estar e, com isso, a própria relação. Por outro lado, ela ponderou que o contato físico durante o sono favorece a liberação de hormônios ligados ao bem-estar, de modo que casais sem esse tipo de conflito tendem a se beneficiar emocionalmente ao dormir juntos.

O programa também recebeu, por videochamada, a psicóloga e sexóloga Cristina Moraes, que se juntou à conversa para aprofundar o debate sobre como essa escolha impacta a intimidade e a vida sexual dos casais, além de discutir por que o tema ainda provoca julgamento social quando compartilhado com familiares e amigos.

Antes de entrar no tema central, a apresentação do Estúdio Câmara também atualizou a audiência sobre duas audiências públicas realizadas nesta terça-feira na Câmara de Campinas: uma pela manhã, sobre a reorganização da Secretaria Municipal de Saúde e o fortalecimento da rede de atenção psicossocial, e outra à tarde, da Comissão de Constituição e Legalidade, sobre mudanças nas regras de uso de espaços públicos para atividades comerciais.

Outras edições de Estúdio Câmara