
Sia Santa celebra 53 anos de teatro e inclusão em Campinas
Companhia teatral de Campinas completa 53 anos e aposta em inclusão, formação de público e projetos gratuitos para 2027.
A companhia de teatro Sia Santa, de Campinas, completou 53 anos de atividade no último dia 10 de junho. Fundada em 1973 no Teatro do Sesc Campinas, que abriu as portas para o grupo em seus primeiros passos, a companhia nasceu da parceria entre os diretores Crispim Júnior e Jorge Fantini, que já atuavam juntos no Grupo Teatral Rosa Jovem, ligado à Igreja do Rosário, de Campinas.
O nome da companhia carrega uma curiosidade contada pelo próprio Crispim Júnior. Na votação que decidiu o nome do grupo, houve empate entre as propostas Conat e Companhia Santa, e o voto decisivo coube a Jorge Fantini, que era o presidente da assembleia na época. Para amenizar o resultado, ele sugeriu trocar o C de companhia pelo S, criando a grafia Sia Santa, pensada como estratégia de marketing para despertar curiosidade no público. A história mais contada por fora, de que o nome viria de uma senhora chamada tia santa que preparava café para o elenco, não é a verdadeira origem, segundo os diretores.
Ainda em 1973, a companhia criou o programa A Escola Vai ao Teatro, batizado por Crispim Júnior, que leva espetáculos às escolas durante o horário escolar e ajuda a formar público para o teatro brasileiro desde a infância. Hoje a Sia Santa mantém em cartaz um repertório de 19 espetáculos para todas as idades, com um quadro de mais de 30 artistas cooperados que atuam em sistema de revezamento conforme as produções.
Instalada no Parque Santa Bárbara, região periférica de Campinas, a companhia relatou planos para 2027 com uma programação de formação voltada a idosos, jovens, crianças e professores, com previsão de atingir entre 13 mil e 15 mil pessoas, tudo de forma gratuita. Depoimentos de integrantes como Lucas, que começou nas oficinas aos 5 anos e hoje integra o elenco, e Rafael, ator com deficiência que chegou à companhia por meio de políticas públicas de um ponto de cultura, reforçam o papel social do grupo, que une arte, formação e inclusão em sua trajetória.
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