SAÚDE É VIDA

Outubro Rosa: mastologista explica por que mamografia anual após os 40 anos salva vidas

Dr. Giuliano Duarte fala sobre diagnóstico precoce do câncer de mama e cita dados do INCA: casos novos no Brasil subiram de 63 mil para 78 mil.

SAÚDE É VIDA · 2026-10-11

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O programa Saúde é Vida, da TV Câmara Campinas, recebeu o mastologista Giuliano Duarte, da Sociedade Brasileira de Mastologia, para falar sobre a campanha Outubro Rosa. Segundo ele, a iniciativa nasceu há muitos anos em São Francisco, nos Estados Unidos, com o objetivo de alertar a população sobre o câncer de mama, hoje o tipo de câncer que mais acomete mulheres. A cada 100 casos em mulheres, apenas um ocorre em homens, o que explica o foco da campanha no público feminino, embora a saúde da mulher como um todo também seja lembrada no período.

O especialista citou dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para mostrar a evolução do problema no país. Segundo ele, as estimativas por triênio têm apontado aumento constante na incidência da doença: há alguns anos a projeção era de 63 mil casos novos por ano no Brasil, e hoje já soma 78 mil. Giuliano Duarte alertou que o crescimento da incidência também impacta a mortalidade e a morbidade, tornando o câncer de mama uma questão de saúde pública, já que atinge mais da metade da população.

Entre os fatores de risco, o mastologista mencionou a origem genética das células cancerígenas e destacou que mulheres com parentes de primeiro grau ou muitos casos na família em idade jovem precisam ter atenção redobrada ao rastreamento. Também citou fatores ligados ao estilo de vida da mulher moderna, como ter poucos filhos, gestação tardia, menopausa tardia, primeira menstruação precoce, uso de terapia hormonal e consumo de álcool, todos associados ao aumento do risco da doença.

Sobre o rastreamento, Giuliano Duarte foi direto: a recomendação é a realização de mamografia anual a partir dos 40 anos, podendo em algumas instituições ser feita a cada dois anos. Ele explicou que o rastreamento consiste em fazer exames antes do surgimento de sintomas, o que permite diagnóstico mais precoce, tratamentos menores e maior chance de sobrevivência. Já o autoexame, segundo o mastologista, deve ser feito ao menos uma vez por mês durante o banho, mas apenas como forma de autoconhecimento, já que quando a mulher palpa um nódulo ele já costuma ter de 2 a 3 centímetros, tamanho maior do que o detectado por mamografia de rotina.

O especialista também esclareceu dúvidas comuns, como a possibilidade de substituir a mamografia por ultrassonografia. Segundo ele, estudos mostram que a ultrassonografia isolada não reduz a mortalidade pelo câncer de mama, o que mantém a mamografia como método de escolha para o rastreamento. Ele ressaltou ainda que nenhum exame é isento de falhas, mas que a mamografia acerta muito mais do que falha, e que qualquer nódulo percebido pela mulher deve levá-la a procurar um mastologista para investigação, mesmo que a mamografia esteja normal.

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