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Saúde é Vida explica sinais do câncer do sistema linfático

Hematologista do programa Saúde é Vida ensina a diferenciar gânglios inflamados por infecção dos sinais que podem indicar linfoma.

SAÚDE É VIDA · 2026-11-04

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O programa Saúde é Vida recebeu a hematologista Jamile Cunha para esclarecer como funciona o sistema linfático e em que momento um simples caroço no pescoço ou na axila pode indicar algo mais sério. Segundo a médica, esse sistema está presente em todo o corpo e tem a função de defesa, atuando contra vírus e bactérias por meio dos gânglios linfáticos, além do baço e das amídalas. É por isso que uma infecção de garganta, por exemplo, costuma deixar os gânglios do pescoço inflamados, um processo normal e temporário.

A hematologista explicou que a doença surge quando há alteração celular nessas estruturas de defesa, levando a uma duplicação anormal das células e ao aumento dos gânglios sem que exista infecção associada. É o caso dos linfomas, divididos em dois grandes grupos, o linfoma de Hodgkin e o linfoma não Hodgkin, cada um com diversos subtipos. A diferenciação entre esses grupos e subtipos é feita por meio da biópsia do caroço aumentado, exame que orienta o prognóstico e o tipo de tratamento a ser indicado.

Entre os sinais de alarme citados por Jamile Cunha está o surgimento de caroços que não melhoram e não têm relação com infecções, principalmente quando persistem por mais de três a seis semanas. Também merecem atenção os chamados sintomas sistêmicos, como febre, perda de peso, perda de apetite, fraqueza extrema e sudorese noturna intensa, a ponto de sujar a roupa. A médica destacou ainda que a coceira generalizada pelo corpo, sem causa explicada, pode ser um sintoma associado ao linfoma, embora também esteja ligada a doenças de pele e outras causas.

A especialista reforçou que nem toda íngua representa câncer, já que o próprio sistema imune pode aumentar os gânglios em outras situações, incluindo doenças infecciosas crônicas, como a tuberculose, e doenças autoimunes reumatológicas. Ela apontou como grupos de maior atenção os pacientes com infecções virais crônicas, como HIV, hepatite B e hepatite C, além de transplantados de órgãos sólidos que usam imunossupressores. O linfoma de Hodgkin, segundo a hematologista, tende a acometer mais adultos jovens em comparação ao grupo não Hodgkin.

Por fim, Jamile Cunha esclareceu que o câncer do sistema linfático não é hereditário, mas resulta de uma mutação genética adquirida ao longo da vida. Hábitos como sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool, dieta rica em gordura saturada e obesidade estão entre os fatores que podem influenciar o surgimento de qualquer tipo de câncer. A médica encerrou destacando que o diagnóstico precoce muda a forma como a doença se manifesta no corpo e a resposta ao tratamento.

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