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Linfoma: hematologista explica sinais do câncer do sistema linfático

Hematologista de Campinas explica no Saúde é Vida como reconhecer o linfoma, câncer que forma caroços nos gânglios sem relação com infecção.

SAÚDE É VIDA · 2026-10-29

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O programa Saúde é Vida desta edição recebeu a hematologista Jamile Cunha, do grupo Son, para explicar o funcionamento do sistema linfático e como identificar o linfoma, o câncer que afeta essa estrutura do organismo. Segundo a especialista, o sistema linfático está presente no corpo inteiro e participa da defesa imunológica, com gânglios distribuídos em cadeias no pescoço, na axila, no abdômen e no tórax, além do baço e das amídalas. Em infecções comuns, como as de garganta, esses gânglios ficam temporariamente inflamados, o que não indica doença.

A médica explicou que o linfoma surge quando as células de defesa chamadas linfócitos sofrem alterações genéticas e passam a se multiplicar de forma descontrolada, sem que haja uma infecção associada. Diferente de tumores como o de mama ou de próstata, o linfoma pode acometer uma ou mais cadeias de linfonodos e ainda ser classificado como o mesmo subtipo de câncer, já que o conceito de metástase não se aplica da mesma forma. Existem dois grandes grupos, o linfoma de Hodgkin e o linfoma não Hodgkin, cada um com subtipos diferentes identificados por biópsia, o que orienta o prognóstico e o tratamento.

Entre os sinais de alerta citados por Jamile Cunha está o surgimento de caroços que não melhoram e não têm relação com infecções, principalmente quando persistem por mais de três a seis semanas. A presença de sintomas sistêmicos, como febre, perda de peso, perda de apetite, fraqueza extrema e sudorese noturna intensa, reforça a necessidade de procurar atendimento médico. A hematologista também comentou sobre a coceira generalizada, apontada em pesquisas como possível sintoma, afirmando que o sinal exige investigação, pois mais comumente está associado a doenças de pele, mas pode surgir também em quadros de linfoma, especialmente quando acompanhado de aumento dos gânglios.

A especialista destacou ainda que o câncer do sistema linfático não é hereditário, embora, como todo câncer, tenha origem em uma mutação genética ao acaso. Grupos com maior atenção incluem pacientes com infecções virais crônicas, como portadores de HIV e hepatite B e C, além de transplantados de órgãos sólidos que usam imunossupressores. Hábitos de vida, como sedentarismo, tabagismo, consumo de álcool, dieta rica em gordura saturada e obesidade, também influenciam o surgimento da doença, assim como ocorre com outros tipos de câncer.

Para Jamile Cunha, o diagnóstico precoce é o ponto central da conscientização sobre o linfoma, pois muda a forma como a doença se manifesta e a resposta ao tratamento. Ela reforçou que nem todo caroço ou íngua representa câncer, já que o próprio sistema imune pode aumentar os gânglios em diversas situações, mas que o tempo de persistência do aumento é o que deve orientar a busca por avaliação médica.

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