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Confeitaria de Campinas: de festas em família a negócio com 20 sabores de brigadeiro

Episódio do Ser Empreendedor mostra como doceira de Campinas trocou o CLT pelo próprio negócio após fechar encomenda de 400 doces.

SER EMPREENDEDOR · 2026-10-13

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O Ser Empreendedor desta semana tem sabor de doce. O episódio apresenta a trajetória de uma doceira de Campinas que transformou encomendas de festa em um negócio próprio de confeitaria. Antes de conhecer a história, o programa trouxe um dado de mercado: segundo relatório de inteligência de mercado, o setor de doces tem projeção de crescimento de 3,99% até 2027. Em Campinas, do total de mais de 135 mil microempreendedores individuais, 3.773 atuam com doces, bolos e salgados. O programa de empreendedorismo acompanhou de perto essa realidade dentro da própria casa da empreendedora, que hoje funciona como fábrica e escritório do negócio.

A história começou há 10 anos, em festas de família, quando ela ainda trabalhava de CLT e fazia doces como renda extra. No início, nem cobrava pelo trabalho: recebia os ingredientes e só preparava os docinhos. Foi a avó quem insistiu para que ela começasse a cobrar pelo serviço, já que tinha o conhecimento e a habilidade. O primeiro pedido pago veio de forma inesperada: numa quinta-feira, uma cliente pediu 400 doces para o sábado seguinte. Sem pedir sinal de pagamento, apenas repassando valor, telefone e endereço, ela fechou o negócio, pegou o cartão emprestado de colegas de trabalho e correu para comprar os ingredientes. O resultado foi um sucesso, a cliente aprovou tudo e ainda indicou o trabalho para outras pessoas, dando início a um fluxo constante de encomendas. Em 2019, depois de cinco anos e meio de empresa, ela pediu as contas do emprego para se dedicar 100% ao próprio negócio.

Sem nenhum curso de confeitaria, ela conta que aprendeu tudo pela curiosidade, pesquisando em redes sociais e pedindo dicas a quem já trabalhava na área. Começou só com brigadeiro, beijinho e bicho de pé, e hoje seu cardápio conta com 20 sabores diferentes de brigadeiro. A entrada nos bolos veio de uma sociedade com uma vizinha que trabalhava com buffet; depois, quando uma amiga ensinou uma receita vista em um programa de TV, ela passou a fazer os bolos por conta própria. Já os salgados tinham um peso emocional: filha de salgadeira, ela cresceu no ambiente da fritura e guardava um trauma do tipo de preparo, chegando a passar a receita da família para uma amiga fazer em seu nome. Com o tempo, superou o bloqueio e hoje também produz salgados.

Atualmente o leque de produtos inclui doces tradicionais, bolos, bolo salgado, kit festa, doces personalizados, presentes para datas comemorativas e o chamado \"festa na caixa\", um kit compacto com bolo menor, salgados, doces e refrigerante, que ela vende o ano inteiro. Há quatro anos ela também participa de feiras, e nesta mesma semana voltou a atuar com delivery, depois de uma primeira tentativa frustrada em que precisava produzir e entregar sozinha porque o serviço só cobria a região central. Para dar conta de tudo, ela também saiu da casa da avó, onde morava, e montou sua própria estrutura de produção.

Entre as novidades do momento está o morango cravejado, variação do morango do amor em que a calda quebrada é misturada ao chocolate branco que envolve a fruta. O item já está vendendo bem, com preço médio entre R$ 16 e R$ 22.

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