
Demitida na pandemia, ela cria negócio de cosméticos artesanais em Campinas
Josele perdeu o emprego na pandemia e, após o diagnóstico de autismo do filho, investiu R$ 1.000 para empreender com produtos artesanais.
No episódio desta semana do Ser Empreendedor, a Rádio Câmara Campinas conta a história de Josele, que por muitos anos trabalhou com saúde, área que considerava sua paixão, até ser demitida durante a pandemia. Pouco tempo depois, seu filho recebeu o diagnóstico de autismo, e ela precisou parar tudo para se dedicar à rotina de terapias e consultas da criança. A vontade de voltar a trabalhar, no entanto, nunca foi embora.
Foi só no fim do ano passado que Josele decidiu agir. Sem nenhum plano definido, segundo ela própria descreve, foi "com a cara e a coragem". A escolha pelo setor de cosméticos artesanais surgiu depois de assistir a uma aula no YouTube sobre bomba de banho, produto que hoje é um dos mais vendidos em seu catálogo. Ela investiu cerca de R$ 1.000 de uma reserva pessoal para comprar material e passou a testar receitas encontradas na internet, com erros nas primeiras tentativas, parte do processo de aprendizado de quem empreende, como ela mesma afirma.
O maior desafio, conta Josele, foi conquistar clientes além do círculo de amigos e familiares. A virada veio ao conhecer, pelas redes sociais, o programa da mulher empreendedora. A primeira feira em que participou foi promovida pela prefeitura, e se tornou sua preferida até hoje: foi ali que surgiu seu primeiro cliente e, com o tempo, a troca com o público e outras empreendedoras a fez ampliar o catálogo, que incluiu sais de banho, sais de chuveiro, body splash, sachês e, agora no fim de ano, kits de presente para o Natal.
A rotina de Josele é organizada em torno do filho: as manhãs são dedicadas às terapias dele, incluindo psicoterapia, terapia ocupacional e atividades do grupo de apoio a crianças com altas habilidades da prefeitura, enquanto as tardes são reservadas à produção dos cosméticos. As primeiras postagens no Instagram da marca, aliás, foram feitas pelo próprio filho, que se interessa por tecnologia. Para equilibrar as contas, ela criou um sistema próprio de controle financeiro, separando o valor gasto em insumos do lucro, que só então vai para sua conta pessoal.
Apesar dos altos e baixos, típicos de quem empreende, Josele afirma que a trajetória tem valido a pena e credita boa parte do crescimento do negócio ao programa da mulher empreendedora. Entre os planos para o futuro, está o desejo de ter seu próprio ateliê.
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