Trilha das Artes

Danielle Winits fala sobre primeiro monólogo e voz feminina no Trilha das Artes

Em reprise no Trilha das Artes, Danielle Winits comenta estreia como monóloguista, trajetória na dança e no teatro e a força da voz das mulheres.

Trilha das Artes · 2026-07-02

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O Trilha das Artes desta semana traz uma reprise especial com a atriz, cantora, bailarina e produtora Danielle Winits. Na conversa conduzida por Mônica Montenegro, o programa foi aberto ao som de Beatriz, de Chico Buarque e Edu Lobo, na voz de Milton Nascimento, escolha da própria convidada para abrir a entrevista.

Nascida no Rio de Janeiro, Danielle começou nos palcos ainda criança, dançando desde os 5 anos e formando-se em balé clássico aos 15 e 16 anos, período em que chegou a se apresentar no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O teatro entrou em sua vida por volta dos 12 anos e, a partir dos anos 1990, sua carreira ganhou destaque na televisão com participações em novelas como Uga Uga, Kubanacan e América. Desde então, acumulou dezenas de trabalhos em novelas, séries, cinema e grandes musicais, entre eles Chicago, Hairspray e Cabaré.

Na entrevista, a atriz falou sobre a experiência de produzir e protagonizar seu primeiro monólogo, projeto que descreve como um presente para si mesma depois de tantos anos de carreira construída no teatro. Segundo ela, a peça, que trata do tema de procurar sinais de vida inteligente, tem reforçado seu sentimento de gratidão ao público a cada apresentação, já que o teatro oferece uma presença e uma atenção plena que as telas não conseguem substituir.

Outra escolha musical da convidada foi Pétala, de Djavan, artista que ela associa ao início da própria adolescência. Danielle também comentou sua trajetória como cantora, contando que faz aulas de canto desde os 15 anos e que estreou em seu primeiro musical aos 19, descrevendo o canto como um exercício constante de autoconhecimento tão importante quanto o teatro.

A conversa ainda passou pela reflexão sobre a voz feminina. Danielle disse acreditar que as mulheres foram culturalmente conduzidas a não explorar plenamente suas próprias vozes, e relacionou o amadurecimento do próprio timbre, hoje mais grave, a um processo pessoal de afirmação, atribuindo parte dessa segurança à influência da mãe. Para a atriz, mais do que uma questão de tom, a voz é uma ferramenta de afirmação que toda mulher deveria poder usar como quiser.

Músicas e artistas citados
Beatriz (Chico Buarque e Edu Lobo, voz de Milton Nascimento)Pétala (Djavan)
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