
Jorge Furtado fala sobre humor, dinheiro e o filme Muito Prazer
Diretor gaúcho conta ao Trilha das Artes por que faz cinema em Porto Alegre e como o humor guia seus roteiros, do curta Ilha das Flores ao novo Muito Prazer.
O Trilha das Artes desta semana recebeu o roteirista e diretor gaúcho Jorge Furtado, nome que marcou o cinema e a televisão brasileiros com filmes como Ilha das Flores, O Homem que Copiava, Meu Tio Matou Um Cara, Saneamento Básico, Mercado de Notícias e Rasga Coração. Na conversa com a apresentadora Mônica Montenegro, ele falou sobre sua trajetória, o novo trabalho e as músicas que escolheu para embalar o programa, entre elas As Vitrines, de Chico Buarque, e Luzia Luluza, do álbum Gilberto Gil de 1968.
Furtado contou que chegou ao cinema depois de passar por quatro cursos superiores sem concluir nenhum. Estudante de medicina em 1977, ele se aproximou de um movimento de filmes em super oito que surgia em Porto Alegre e decidiu migrar para o jornalismo, curso que tinha uma cadeira de cinema. Segundo ele, o cinema é uma arte coletiva, o que explica sua escolha de seguir trabalhando no Rio Grande do Sul ao lado de uma equipe fixa, com nomes como Noura na produção, Giba na montagem e Fiapo na direção de arte.
O diretor falou também sobre seu novo trabalho, o média-metragem Muito Prazer, que mistura desejo, humor, internet e inteligência artificial. A trilha sonora foi assinada por Mauricio Nader, que compôs mais de 30 trechos instrumentais para o filme. Três canções com letra aparecem na produção: Fever, na voz de Peggy Lee, Quem É do Amor, de Sérgio Sampaio, cantada por Chico, e Porto Alegre, de Pérez Cavalcante na voz de Tulipa Ruiz, que fecha os créditos finais. Furtado revelou ainda que reuniu essas e outras faixas em uma playlist aberta no Spotify chamada É Sinônimo.
Ao relembrar Ilha das Flores, eleito pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema o melhor curta-metragem nacional de todos os tempos, Jorge Furtado defendeu o humor como estratégia para abordar temas duros, como a desigualdade social. Para ele, o humor funciona como uma espécie de armadilha que atrai o público antes de revelar a gravidade da história, recurso que também usa em obras mais dramáticas.
Outro tema recorrente na obra do diretor é o dinheiro. Ele observou que filmes como O Homem que Copiava, Ilha das Flores e o próprio Muito Prazer tratam da luta cotidiana para pagar contas, algo que, segundo Furtado, raramente aparece em roteiros de teatro, novelas e séries, apesar de estar presente na vida real de todo mundo.
Geraldo Leite lança caixinha interativa com 52 nomes da MPB
Pesquisador e ex-integrante do grupo Rumo, Geraldo Leite conta ao Trilha das Artes os bastidores do livro caix
2026-09-03Sandra Coelho fala sobre teatro e protagonismo infantil no Trilha das Artes
Psicóloga e pesquisadora da primeira infância conta ao Trilha das Artes como criou peças que dão liberdade rea
2026-08-27Jopa Moraes leva teatro brasileiro à China e à Rússia, conta no Trilha das Artes
Ator e dramaturgo da Armazém Companhia de Teatro fala sobre turnês internacionais, múltiplas funções nos palco
2026-08-21Alex Fleming volta ao Brasil e expõe cinco décadas de arte em São Paulo
Após 34 anos em Berlim, o artista Alex Fleming conta à Trilha das Artes sobre o retorno ao Brasil e a mostra A
2026-08-14Maria Adelaide Amaral fala de memória e solidariedade na Trilha das Artes
Dramaturga e romancista comenta reedições de seus livros, a mulher real que inspirou Estrela Nua e as músicas
2026-08-06Myriam Scotti fala sobre literatura, maternidade e as Amazônias no Trilha das Artes
Escritora manauara conta como a maternidade e o romance Terra Úmida a reconectaram com a floresta e sua própri
