Trilha das Artes

Caetano Cury leva humor e filosofia dos quadrinhos ao Trilha das Artes

Criador de Teo e o Minimundo fala sobre família, observação do cotidiano e as músicas que embalam seu processo criativo.

Trilha das Artes · 2026-10-01

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O quadrinista mineiro Caetano Cury, criador da tirinha Teo e o Minimundo, foi o convidado do mais recente episódio do Trilha das Artes, programa da Rádio Câmara Campinas apresentado por Mônica Montenegro. Na conversa, ele contou que desenha desde os cinco anos de idade e que vive profissionalmente de quadrinhos desde 2019, influenciado pela mãe, artista plástica multidisciplinar, e pelo pai, apreciador de poesia e da vida no campo.

Caetano explicou que sua curiosidade sobre as diferenças entre as pessoas o acompanha desde a infância e o levou a se aproximar da filosofia e da psicanálise, mesmo sem ser formado nessas áreas. Segundo ele, os quadrinhos são a linguagem que encontrou para organizar essas inquietações existenciais, um jeito de pensar a vida com a ponta do lápis, antes de tudo, para si mesmo.

O quadrinista também falou sobre a capacidade de síntese que marca seu trabalho, atribuindo o traço objetivo à experiência como jornalista de rádio e à influência de nomes como Mauricio de Sousa, Ziraldo e os quadrinhos de Asterix e Tim Tim. Entre as referências literárias, citou Valter Hugo Mãe, autor de O Filho de Mil Homens, além de José Saramago e Victor Hugo, escritores que, segundo ele, dizem muito com poucas palavras.

A trilha sonora escolhida por Caetano para o programa passou por Maior, de Danny Black e Milton Nascimento, música que ele descobriu por acaso e associou ao lançamento do livro infantil Click Block, sobre o uso excessivo de celular. Ele também trouxe Balada do Louco, dos Mutantes, defininda como uma canção libertadora, e mencionou ouvir de tudo, do rock de Pink Floyd ao rap de Racionais MC's, passando por uma oração de São Francisco cantada por Fagner.

Por fim, o convidado revelou que a música é parte constante do seu processo criativo: ele desenha e pinta aquarela quase sempre ao som de alguma trilha, descrevendo o hábito como uma companhia que torna o trabalho solitário mais leve.

Músicas e artistas citados
Maior - Danny Black e Milton NascimentoBalada do Louco - Os MutantesOração de São Francisco - Fagner
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