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Cabelo é mapa da saúde: veja como ele muda com a idade

Cosmetóloga Cris DS explica como a menopausa e hábitos como coloração e alisamento aceleram o envelhecimento dos fios e quais sinais observar.

SAÚDE AGORA · 2026-10-29

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Mais uma edição do Saúde Agora foi ao ar discutindo um tema que afeta diretamente a autoestima: as mudanças que o cabelo sofre com o avanço da idade. Para explicar o assunto, o programa recebeu a cosmetóloga Cris DS, que acumula 40 anos de experiência no Laces, apresentado como o primeiro hair spa do Brasil, voltado à saúde capilar com produtos naturais e metodologia própria.

Segundo a especialista, o cabelo funciona como um mapa da saúde do corpo. Como o organismo entende o fio como algo superficial, qualquer alteração fisiológica interna, seja hormonal, uma febre ou outro desequilíbrio, também se reflete nele. Ao longo da vida, especialmente na chegada da menopausa, as oscilações hormonais se somam a hábitos como colorações, alisamentos e o uso de produtos muito sintéticos, o que agride a saúde capilar e acelera o envelhecimento natural dos fios.

Entre os sinais de alerta citados está a perda de densidade, ou seja, a diminuição do volume de cabelo, perceptível por exemplo quando um rabo de cavalo que antes dava duas voltas passa a precisar de quatro. Também merecem atenção o couro cabeludo com mais coceira e sensibilidade, e a queda capilar. A especialista lembra que perder entre 50 e 100 fios por dia é considerado normal, mas quando a queda se torna perceptível no banho, no carro, nas roupas e pela casa, é sinal de que algo não está em equilíbrio. Para Cris DS, a queda nunca é um fator isolado: ela é sintoma de questões internas, como estresse, alta de cortisol ou alimentação restritiva em proteínas e nutrientes.

A cosmetóloga defende que o diagnóstico correto exige profissionais com um olhar voltado à saúde capilar, e não apenas à estética. Ela associa o tema também à saúde intestinal, citando o desequilíbrio do microbioma intestinal como fator ligado à condição dos fios, além da dimensão emocional: o cabelo está conectado à autoestima e ao que chama de beleza integral, envolvendo corpo, mente e espírito.

No bate-papo, a especialista ainda apontou erros comuns no cuidado com o cabelo. Prender ou, principalmente, dormir com o cabelo molhado mantém o couro cabeludo úmido por muito tempo, o que desequilibra o microbioma capilar e favorece o aumento de patógenos, podendo causar caspa, coceira, inflamação e queda. Para quem tem cachos, o alerta é sobre o acúmulo de produtos de styling pesados tanto na fibra quanto no couro cabeludo. A recomendação é aplicar o creme de pentear evitando a raiz, fazer limpezas periódicas de desintoxicação do couro cabeludo e priorizar ativos da biodiversidade brasileira na escolha dos produtos.

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