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Dermatologista alerta: frio e calor extremos ressecam e agridem a pele

Mônica Felice explica no Saúde Agora como mudanças climáticas ressecam a pele, agravam dermatites e exigem cuidados redobrados no banho.

SAÚDE AGORA · 2026-10-02

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O programa Saúde Agora recebeu a dermatologista Mônica Felice para discutir os efeitos das mudanças climáticas na saúde da pele. Segundo a especialista, o frio intenso é um dos principais vilões: aumenta o ressecamento, leva as pessoas a tomarem banhos mais quentes e demorados e compromete a barreira cutânea, abrindo caminho para dermatites. Quem já tem dermatite atópica, incluindo crianças, adolescentes e adultos, sente o quadro se agravar ainda mais e precisa reforçar a hidratação diária.

Entre as orientações práticas, a médica recomenda banhos curtos e mornos, nunca muito quentes, além de banir a bucha vegetal do corpo, reservando seu uso apenas para os pés. O sabonete, segundo ela, deve ser aplicado somente nas axilas e nas áreas íntimas, já que o produto altera o pH da pele e favorece o ressecamento. Óleos de banho e hidratantes corporais diários ajudam a repor a proteção natural, e o uso de umidificador de ar em ambientes secos também beneficia a pele, as vias aéreas e os lábios, que podem ser protegidos com manteiga de cacau.

Idosos merecem atenção especial por terem pele mais fina, frágil e naturalmente mais ressecada. Já as crianças, quando não têm dermatite atópica, não costumam ter ressecamento espontâneo, mas podem desenvolver dermatite pelo excesso de produtos perfumados e sabonete usados pelos pais sem a devida hidratação complementar. A dermatologista também citou a psoríase como uma condição que se agrava com o clima seco.

O calor excessivo traz seus próprios riscos, como a miliária, conhecida como brotoeja, comum em bebês por causa do suor em excesso. A médica alertou ainda para a resistência das pessoas em usar protetor solar no calor, o que aumenta o risco de queimaduras solares, câncer de pele e piora do melasma, mais frequente em mulheres. A poluição também contribui para o envelhecimento precoce da pele, enquanto o calor intenso eleva a oleosidade e agrava quadros de acne, especialmente entre adolescentes.

Mônica Felice ainda comentou sobre a chamada alergia ao próprio suor, explicando que o excesso de transpiração libera toxinas que podem irritar a pele, e que coceira excessiva nesse contexto merece investigação médica. Como dica caseira, ela sugeriu adicionar maisena à água do banho para aliviar a miliária e a irritação causada pelo suor, tanto em crianças quanto em idosos. No verão, reforçou, a hidratação continua necessária, mas com produtos mais leves, à base de gel.

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