Trilha das Artes

Helena Ignez relembra Cinema Novo e escolhe trilha de Raul Seixas

No Trilha das Artes, Helena Ignez revisita seis décadas de carreira no cinema brasileiro e escolhe canções de Raul Seixas para sua trilha sonora.

Trilha das Artes · 2026-10-08

Helena IgnezCinema NovoTrilha das ArtesItaú CulturalRaul SeixasTeatro brasileiro
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O programa Trilha das Artes, apresentado por Mônica Montenegro, recebeu a atriz, diretora, roteirista e produtora Helena Ignez para uma conversa sobre seis décadas de trajetória artística. A entrevista acontece em meio à ocupação dedicada a ela no Itaú Cultural, em São Paulo, que reúne filmes, fotografias e documentos de diferentes fases de sua carreira e segue em cartaz até o dia 18 de outubro.

Helena contou que começou a estudar direito, mas encontrou no teatro seu verdadeiro caminho, ao integrar a primeira turma da Escola de Teatro da Bahia, sob direção de Martim Gonçalves. Ao lado de Glauber Rocha, com quem foi casada e teve a filha Paloma, viveu o nascimento do Cinema Novo. Seu primeiro filme, o curta Pátio, dirigido por Glauber, foi exibido na casa da artista plástica Lígia Pape, em um encontro que reuniu nomes como Joaquim Pedro de Andrade, Mário Carneiro e Nelson Pereira dos Santos.

A atriz também relembrou a parceria com o diretor Rogério Sganzella, com quem foi casada até a morte dele, em 2004. Juntos, fizeram filmes marcantes como O Bandido da Luz Vermelha e A Mulher de Todos, premiados em Brasília, cidade que também guarda memórias afetivas de sua família. Helena destacou ainda o prêmio de melhor atriz recebido pelo filme O Padre e a Moça. Hoje, aos 87 anos, ela segue na ativa, acabou de concluir um filme chamado Último e já prepara um novo projeto para o ano seguinte.

Para a trilha musical da conversa, Helena escolheu canções de Raul Seixas, artista a quem atribui um significado espiritual profundo em sua rotina, ligada a práticas de tai chi chuan e chi gong. Ela contou que recebeu de presente um rádio logo após pedir um de aniversário à tia e que passou a ouvir o cantor baiano quase diariamente. As músicas Coração Noturno e Banquete de Índio foram tocadas durante o programa, além de Trem das Sete, que encerrou a conversa, reforçando a conexão entre alegria, resistência e criação que marca toda a trajetória da artista.

Músicas e artistas citados
Coração NoturnoBanquete de ÍndioTrem das Sete
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